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CRISE DE JULHO DE 1914-ANA CAROLINA C.COSTA E JULIA TOMACHESKI

Resultado de imagem para crise de julho de 1914
A CRISE DE JULHO DE 1914
Lawrence Sondhaus
ANA CAROLINA C.COSTA , JULIA TOMACHESKI

1.PROBLEMA DA PESQUISA
O que realmente aconteceu na crise de julho de 1914

2.Escreva um texto para responder a questão acima.
a.Introdução.


De todas as crises internacionais da história, nenhuma foi alvo de um escrutínio mais meticuloso ou de um maior número de análises acadêmicas do que a Crise de Julho de 1914, que começou com o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando em Sarajevo, em 28 de junho, e culminou em uma troca de declarações de guerra entre as grandes potências a partir de 1° de agosto. Assim que o conflito teve início, os governos de cada país buscaram reunir um registro das maquinações diplomáticas que defendiam ou justificavam suas ações e colocavam a culpa em outrem: o Império Austro-Húngaro contra a Sérvia, a Rússia contra o Império Austro-Húngaro, a Alemanha contra a Rússia, a França e a Grã-Bretanha contra a Alemanha. Por sua vez, os historiadores começaram a analisar a Crise de Julho enquanto a guerra ainda estava em andamento, desencadeando um longo debate ainda em vigor, mesmo no centenário do conflito (ver a seguir “Perspectivas: a Crise de Julho”).


b.Desenvolvimento.

Em janeiro de 1914, quando o Estado-Maior austro-húngaro definiu o cronograma de manobras militares para o ano, o arquiduque Francisco Ferdinando concordou em inspecionar os exercícios de verão dos 15° e 16° Corpos de Exército na Bósnia. Em 26 e 27 de junho, o arquiduque assistiu às manobras na companhia dos dois principais generais da Monarquia Dual, Franz Conrad von Hötzendorf, chefe do Estado-Maior, e Oskar Potiorek, governador militar da Bósnia, antes de visitar a capital bósnia, Sarajevo, com sua esposa,Sophie, no domingo, 28 de junho. Enquanto passeava pela cidade em carro aberto, o arquiduque sobreviveu a uma primeira tentativa de assassinato por volta das dez e meia da manhã e continuou seu itinerário, e cerca de 30 minutos depois foi baleado à queima-roupa e morreu, junto com Sophie. A polícia capturou o assassino, um bósnio de 19 anos chamado Gavrilo Princip, na cena do crime, e no mesmo dia prendeu seus coconspiradores. Assim, a Mão Negra, como fico conhecido o grupo terrorista, conseguiu eliminar seu principal alvo, depois de fracassar em atentados anteriores contra a vida de oficiais austro-húngaros na Bósnia e na Croácia. Conrad, que por anos defendera uma guerra preventiva contra a Sérvia, qualificou “o assassinato em Sarajevo [como] [...] o último elo de uma longa corrente [...].


c.Conclusão. 

Como ministro das Finanças, entre as atribuições de sua pasta incluíase a administração da Bósnia, cujos partidos rivais sérvios, croatas e muçulmanos vinham competindo pelo controle de sua própria dieta (assembleia legislativa) provincial desde sua criação em 1910. Ele ecoava os temores de Stürgkh de que a dominação austro-húngara na Bósnia não teria condições de se perpetuar a menos que a Sérvia fosse esmagada, e também julgava que uma crise prolongada causaria a indesejada quebra da economia da Monarquia Dual.Somente Tisza hesitou, acreditando que nada de bom podia resultar da guerra que Conrad descreveu: se as coisas dessem certo, o provável era que mais eslavos fossem anexados ao império, diluindo a influência dos magiares; se dessem errado, sua Hungria acabaria pagando o preço e arcaria com o fardo de uma invasão russa.4 Como Tisza continuou cético após o conselho ministerial de 7 de julho, Berchtold tentou persuadi-lo enfatizando que agora a Alemanha esperava que a Áustria-Hungria fosse à guerra, e se Monarquia Dual não estivesse à altur do desafio sua aliança com a Alemanha – aliança que Tisza, como a maior parte dos húngaros, valorizava muitíssimo – estaria em risco. Tiradas de contexto, as palavras do ministro do Exterior ao primeiro-ministro húngaro são citadas como evidência por historiadores que superestimam o papel das expectativas da Alemanha em moldar o comportamento austro-húngaro durante julho de 1914.Com a única exceção de Tisza, os líderes da Monarquia Dual claramente queriam a guerra com a Sérvia e estavam dispostos a arriscar um conflito com a Rússia conquanto contassem com o apoio da Alemanha.

Comentários

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