Pular para o conteúdo principal

EDUARDA BORGES, MARIA EDUARDA CARDOZO-REVOLTA DA VACINA

Revolta Vacina

1- Quem e quais grupos acompanhavam os jovens oficiais? Pág. 08 Acompanhava esses jovens oficiais, base do movimento que culminou na proclamação da República, toda uma enorme gama de setores sociais urbanos, representada por trabalhadores do serviço público, funcionários do Estado, profissionais autônomos, pequenos empresários, bacharéis desempregados e pela vasta multidão de locatários de imóveis, arruinados e desesperados, que viam o discurso estatizante, nacionalista, trabalhista e xenófobo doscadetescomo sua tábua de salvação.
2- Qual era o argumento do governo? Explique. pág. 10 O argumento do governo era de que a vacinação era de inegável e imprescindível interesse para a saúde pública. E não havia como duvidar dessa afirmação, visto existirem inúmeros focos endêmicos da varíola no Brasil, o maior deles justamente na cidade do Rio de Janeiro
3- Explique sobre a criação da Liga contra a Vacina Obrigatória. Pág.13 Em 5 de novembro de 1904, foi criada a Liga contra a Vacina Obrigatória, como reação à medida aprovada em 31 de outubro. Uma dentre muitas que se disseminaram na imprensa carioca, a charge ao lado mostra o senador Lauro Sodré e o personagem popular “Zé Povinho”contra o sanitarista Osvaldo Cruz e o presidente Rodrigues Alves.
4- Qual era a importância da Liga para os amotinados? Explique. Pág15 Sua importância para os amotinados provinha de a Liga significar, naquele momento de irresolução, um núcleo aglutinador de energias e decisões práticas. Os líderes da Liga perceberam isso com clareza e procuraram lançar temerariamente a multidão na ação insurrecional, por meio de discursos inflamados que pretendiam levar o movimento às últimasconsequências. Mas, uma vez precipitada a avalanche, a Liga perderia
5- Domingo dia 12. Descreva os tumultos e demais acontecimentos. Pág. 18 , Domingo, dia 12, às 14 horas, estava literalmente tomada, pela multidão exaltada, a praça Tiradentes. Em vão, tentavam as autoridades e as patrulhasconvencê-la de que deveria dispersar. É que estava anunciada para aquela hora, no gabinete do ministro da Justiça, uma reunião da comissão incumbida de assentar nas bases o regulamento da vacina obrigatória. Crescia o movimento de minuto a minuto, temendo-se acontecimentos graves. Vinha nessa ocasião da rua do Lavradio, num carro aberto ladeado pelo comandante da Brigada Policial, o chefe de polícia. Escoltava o veículo um piquete de cavalaria, e contornava a praça quando, ao passar em frente à Maison Moderne, rompeu intensa assuada. O carro começou a ser apedrejado. Cardoso de Castro, desassombradamente, de pé no veículo, ordenou, num gesto resoluto e enérgico, que o piquete carregasse. Os soldados, de lança em riste, avançaram contra a multidão. Outra força postada no lado oposto recebeu ordem idêntica. Trava-se então uma luta veemente, sibilando balas, cortando os ares pedras e toda a espécie de projetis. Novos reforços acudiam tumultuosamente, entrando na refrega. A praça foi evacuada. Mas o que ali se desenrolava era uma cena de franca revolução. O povo reagia ferozmente a tiros e pedradas, fugindo, recuando, avançando de novo, caindo feridos, tombando mortos. Todas as entradas de ruas que desembocavam na praça foram ocupadas pela força. A praça estava sitiada, vendo-se no centro apenas os pequenos grupos de autoridades. As janelas dos sobrados estavam cheias de curiosos.
6- Por quem o jornal do Comércio do Brasil era financiado? O que este 
jornal fazia? Pág. 22 O projeto de assalto ao poder estava sendo encabeçado pelos jacobinos e florianistas, mas ironicamente era financiado às ocultas pelos monarquistas, que haviam sido excluídos da política republicana e eram representados sobretudo pelo visconde de Ouro Preto, por Andrade Figueira, Cândido de Oliveira e Afonso Celso. Varela era o principal elemento de ligação entre os dois grupos, e o seu jornal, O Comércio do Brasil, ultra-agressivo e financiado pelos monarquistas, era o principal órgão de agitação do grupo conspirador.

7- Resumir o texto do repórter do Jornal do Comércio. Naquela mesma
madrugada... páginas 25 e 26. Na quarta-feira, dia 16, reproduziam-se os tumultos, renovando-se os tiroteios, as cargas, ascorrerias, num ambiente de intranquilidade geral. Para o bairro da Saúde convergia todo o interesse das autoridades. Havia sido projetado, para a noite, um ataque geral ao formidável reduto a que haviam dado a denominação de Porto Arthur, [2] formado por trincheiras de mais de um metro de altura, feitascom sacos de areia, trilhos arrancados às linhas de bondes, veículos virados, paralelepípedos, fios de arame, troncos de árvores, madeiras dascasas em demolição. Seus defensores armados de carabinas e revólveres, bem providos de munição e bombas de dinamite, ali permaneciam numa constante ameaça. Os morros do Livramento e [da] Mortona haviam sido igualmente fortificados pelos amotinados, que dominavam todo o bairro. Retiravam livremente dascasascomerciais tudo que precisavam, tudo quanto desejavam. Uma força de infantaria do Exército comandada pelo alferes Jovino Marques, avançando até a rua da Imperatriz [Camerino], havia conseguido destruir a primeira trincheira. Dali por diante começavam os postos avançados dos amotinados, que haviam se organizado militarmente. Em Porto Arthur soavam cornetas transmitindo ordens. O calçamento de todo o bairro havia sido revolvido a picareta. Árvores, postes telegráficos e de iluminação, ralos de sarjetas haviam sido arrancados. Dentro dascasascomerciais gruposcomiam e bebiam fartamente. O leito das ruas estava coberto de montões de garrafas, colchões, esteiras, latas e restos de objetos incendiados. Nos morros, canoscheios de dinamite formavam estranhas baterias. No largo do Depósito [atual praça dos Estivadores], aonde já chegavam as forças em seu avanço, travava-se um tremendo tiroteio. Numerosos mortos e feridos. Notabilizou-se pela sua bravura um negro de porte e musculatura de atleta – Prata Preta. Era o chefe da sedição no bairro. Preso, foi conduzido, juntamente com outroscompanheiros de aventura, numa dupla fila de 150 soldados de baionetascaladas, abrindo a coluna dez de cavalaria, e fechando-a outros dez. Atravessaram as ruas debaixo do intenso interesse de uma enorme multidão. O bairro fora atacado por mar e por terra, tendo tomado posição para bombardeá-lo o encouraçado Deodoro. Cooperando com a força naval, marchou sobre a praça da Harmonia o 7º. batalhão de infantaria.

8- Observe a charge que retrata Horácio José da Silva. Do que se trata? Explique. Pág. 27 Charge da época retrata Horácio José da Silva, o Prata Preta, um dos líderes da resistência popular no morro da Saúde. Estivador e jogador de capoeira, atividade então proibida por lei, ele lutou até os últimos dias da Revolta da Vacina e, segundo a imprensa da época, foram necessárioscinco homens da polícia e do Exército para prendê-lo. Não se sabe que destino teve.

9-15 de novembro de 1902. Como o presidente Rodrigues Alves foi 

recebido? O que ele representava? Pág. 29 Desde   data do seu início, em 15 de novembro de 1902, o governo de Rodrigues Alves foi recebido com extrema frieza pela população do Rio de Janeiro. Ele representava inequivocamente a continuidade da administração anterior, do também paulista Campos Sales. E não nos esqueçamos da despedida estrepitosa que os habitantes da cidade lhe reservaram, quando ele passou suas funções ao sucessor. O ex-presidente foi vaiado fragorosamente, desde a saída do gabinete presidencial até a estação. Quase toda a Brigada Policial foi posta na rua para garantir o seu embarque. A assuada era recortada por provocações, insultos, zombarias, assovios e gestos ameaçadores. Pelo trajeto do subúrbio, o trem em que ele embarcara foi saudado com vaias, apitos e pedradas. Mais do que o homem, o que se procurava atingir com essa manifestação de repúdio era, evidentemente, um projeto de governo sentido como espúrio, faccioso e opressivo. E Rodrigues Alves era identificado com a continuidade dessa política impopular, numa cidade que votara maciçamente no candidato de oposição à hegemonia paulista, o republicano histórico, líder radical e um dos políticos de maior prestígio junto à população carioca, Quintino Bocaiuva.

Comentários

RIO GRANDE DO SUL - CHARQUEADAS

Postagens mais visitadas deste blog

Prudente de Morais

 

HERMES E HEFESTO

    Filho de Zeus e Maia. Haveria de se tornar um dia o mensageiro de seu pai.  Se Zeus queria levar a algum mortal um recado importante, convocava o  filho, que imediatamente colocava seu chapéu de abas largas e calçava suas  belas sandálias de ouro com asas que o elevavam nos ares e o mantinham  acima das águas dos mares. Obediente, o mensageiro divino partia cruzando  os céus com a rapidez dos ventos mais velozes.     Deus astuto e hábil, foi o inventor da primeira lira, que fabricou colocando  tripas de bois num casco de tartaruga. Quando nasceu, já era tão  excepcional-mente precoce que saiu de seu berço e roubou parte de um  rebanho que estava sob os cuidados de Apolo.      Esse deus estava muito irritado com o menino, mas ao se deparar com  aquele instrumento musical que ele inventara, imediatamente aceitou trocar  por ele seus animais.      Outra invenção sua foi a flauta, e ...

VACINA H1N1

 LUCAS E DIEGO  a) Qual a história, a origem? Explique. Quem criou como foi criada? A gripe foi inicialmente detectada no  México  no final de março de 2009 e desde então se alastrou por diversos países. [ 3 ]  Desde junho de 2009 a  OMS  elevou o nível de alerta de  pandemia  para fase 06, indicando ampla transmissão em pelo menos 02 continentes. [ 4 ] b) Explique sobre a doença. O que é? Do que se trata? Sintomas .     A Gripe A se trata de uma doença respiratória aguda causada pelo vírus Influenza A H1N1, que possui genes nas formas humana, suína e aviária e sofrem contínuas mutações e recombinações, surgindo assim novas variações do vírus da gripe (BRUM  et al ., 2011). c) Para que serve a vacina? Quando deve ser tomada? A  vacina  da gripe utilizada na rede pública será a trivalente, a mesma usada no ano de 2015. Ela previne contra três tipos de vírus influenza e é composta por...

Juan & Maicon

1- O que foi a questão balcânica?explique. Nos fins do século XIX, a região dos Bálcãs foi um dos vários palcos de disputa entre as grandes nações imperialistas. Nessa época, o Império Turco-Otomano perdia o controle sobre a região e dava espaço para que várias nações independentes ali surgissem. Observando o desmembramento dos territórios, algumas potências vizinhas prontamente manifestaram interesse em impor seus interesses políticos naquele lugar. 2-Qual foi o estopim da guerra?explique  O assassinato do herdeiro do trono austro-húngaro foi apenas o estopim para o início da chamada Primeira Guerra Mundial. Para buscarmos as razões deste conflito temos que retornar ao século XIX: o nacionalismo e o imperialismo crescentes entre as nações europeias, os processos – tardios – de unificação da Alemanha e da Itália, a Segunda Revolução Industrial, a partilha "desigual" do continente africano entre as nações europeias e a derrota francesa na Guerra Franco-prussiana...

FEBRE AMARELA

João,Luciano e Mateus a) Qual a história, a origem? Explique. Quem criou como foi criada?  Jenner nasceu em maio de 1749, na Inglaterra, e dedicou cerca de  20 anos   de sua vida aos estudos sobre varíola.  Em 1796 realizou uma experiencia que permitiu a descoberta da vacina e em 1798 divulgou seu trabalho .  N o século XVIII, quando o médico inglês Edward Jenner utilizou a vacina para prevenir a contaminação por varíola. b) Explique sobre a doença. O que é? Do que se trata? Sintomas. È uma doença viral extremamente grave que causava febre alta, dores de cabeça e no corpo, lesões na pele e morte. c) Para que serve a vacina? Quando deve ser tomada? Para previnir o virús da febre amarela,  Recomenda-se a administração de uma dose única da vacina reconstituída a partir dos 9 meses de idade. d) Quais são as contra indicações da vacina? A vacinação entre os 6 e 9 meses de idade poderá ser feita em situações de alto risco à doen...

Corrupção de ditadura militar-João Pedro,Juan pablo e Maicon

Corrupção de ditadura militar 1- Pesquisar em dois os mais autores. Faça um resumo em forma de tópicos respondendo a questão inicial. Tortura corrompe. Mas os que dizem não ter havido corrupção na ditadura, na medida em que a imprensa era proibida de divulgá-la, só se importam com patrimônio. Para eles, corrupção é apropriação indébita. Matar e torturar seriam pecadilhos. O ministro Armando Falcão, pilar da ditadura, chegou a dizer: “O problema mais grave no Brasil não é a subversão. É a corrupção, muito mais difícil de caracterizar, punir e erradicar”. Com o AI-5, de 1968, a ditadura dotou-se de mecanismo mais contundente para confiscar bens de corruptos. A Comissão Geral de Investigações, de 17 de dezembro de 1968, propunha-se a “promover investigações sumárias para o confisco de bens de todos quanto tenham enriquecido ilicitamente, no exercício do cargo ou função pública”. A roubalheira correu solta durante todo o regime militar.Ca...

O presidente Juscelino (Claudia e Helena)

1-   Pesquisar e escrever explicando a respeito da biografia (vida) de Juscelino. Juscelino Kubitschek de Oliveira nasceu em 12 setembro de 1902 em Diamantina, Minas Gerais.  Era filho de um caixeiro-viajante e de uma professora primária, Júlia Kubitschek.  Com apenas três anos de idade, Juscelino ficou órfão de pai e foi criado por sua mãe,   formou-se como médico na cidade de Belo Horizonte, em 1927. Fez curso e estágio complementares em Paris e Berlim em 1930 e casou-se com Sara Lemos em 1931.  Começou a trabalhar como capitão-médico da Polícia Militar, quando fez amizade com o político e futuro governador Benedito Valadares. Nomeado interventor federal em Minas, em 1933, Valadares colocou o amigo como seu chefe de gabinete. A seguir, Kubitschek foi eleito deputado federal (1934-1937), nomeado prefeito de Belo Horizonte (1940-1945) e realizou obras de remodelação da capital. Após uma gestão como deputado constituinte, em 1946, pelo PSD (Partido...

AÇOS FINOS PIRATINI - HISTÓRIA

AÇOS FINOS PIRATINI- GERDAU CHARQUEADAS- RS A empresa começou na Avenida Farrapos em 1901, com uma fábrica de pregos, depois se instalou em Sapucaia do sul com a primeira Siderurgica que fabricava vergalhões para construção civil. A partir de 1992 assumiu o controle da estatal Aços Finos Piratini, transformando o nome para Gerdau Aços Especiais. A Gerdau Aços Finos Piratini é uma usina siderúrgica do Grupo Gerdau localizada em Charqueadas, no Rio Grande do Sul, voltada para atender principalmente à indústria automotiva. Criada na década de 60, desde 1992 está sob controle do Grupo Gerdau. Foi a primeira siderúrgica a vencer o Prêmio Nacional da Qualidade. Em 2004 operava com uma capacidade anual de 350 mil toneladas de produtos acabados, com previsão aumento de 43% até 2005. A usina produz três linhas de produtos em aços especiais longos: Os aços para construção mecânica, utilizados principalmente pela indústria automotiva; Aços inoxidáveis longos, usados pela indústria em ...

O presidente Juscelino - Nicoly e Thalisson

1- Pesquisar e escrever explicando a respeito da biografia (vida) de Juscelino. Nascido na cidade mineira de Diamantina em 12 de dezembro de 1902, Juscelino Kubitschek de Oliveira, mais conhecido apenas como Juscelino Kubitschek ou JK, foi o 20º presidente do nosso país entre os anos de 1956 e 1961.  JK foi eleito em 1955, depois do  mandato  de Café Filho, da União Democrática Nacional (UDN) e que havia assumido após o suicídio de  Getúlio Vargas , em 1954. Na época, a candidatura dele foi resultado de uma coligação, que é considerada histórica até hoje, entre o partido Social Democrata (PSD) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). 2-  Pesquisar e escrever sobre a construção de Brasilia. Brasília foi construída (as obras começaram em novembro de 1956, depois de Juscelino sancionar a lei nº 2.874) a fim de ser a nova capital do Brasil. A idéia era transferir a capital do Rio de Janeiro para o interior do país. Ao transladar a capital para o i...

O PROCESSO DE SEGREGAÇÃO: AGONIA

   O PROCESSO DE SEGREGAÇÃO Alex Sandro e João Saraiva 9B O que é segregação? Segregação é o processo de dissociação mediante o qual indivíduos e grupos perdem o contato físico e social com outro indivíduos e grupos. Essa separação ou distancia  social e física é oriunda de fatores biológicos e socias, como raça, riqueza, educação, religião, profissão, nacionalidade e etc. Quais são as formas de segregação? ação ou efeito de segregar, Segregação racial, Segregação urbana, Segregação espacial, Apartheid (regime político de segregação racial), Segregação cromossômica. O que é uma auto segregação? Há poucas décadas, porém, conhecemos no Brasil um movimento de auto-segregação: quando pessoas de classes de alto poder aquisitivo agrupam-se em condomínios fechados, normalmente distantes dos centros urbanos. Quais são as causas da segregação urbana? Entre as suas causas, estão o êxodo rural causado pela mecanização do campo, a industrialização, e o crescimento acelerado e desorde...